Como uma fintech de 12 pessoas substituiu metade do BPO com 4 agentes WorkCron
Vox qualifica leads, Lia faz onboarding, Aurum fecha o mês e Echo escala casos sensíveis. 38% de redução no custo operacional em 9 semanas — com a chave da Anthropic deles.
A Stelo é uma fintech B2B paulistana com 12 funcionários e uma operação que parecia ter o triplo. Em outubro, eles escolheram a WorkCron pra absorver o que era feito por uma BPO terceirizada — e em 9 semanas cortaram 38% do custo operacional sem perder qualidade.
O contexto
A Stelo cobra inadimplentes em nome de bancos médios. Volume alto, regulação apertada, ticket pequeno. Até o início de 2026, o time de 12 pessoas terceirizava três frentes pra uma BPO em Belo Horizonte:
- qualificação de leads inbound (~50/dia);
- onboarding de novos clientes (~3/dia);
- tier 1 do suporte (~120 tickets/dia).
A BPO custava R$ 64 mil/mês e tinha SLA de 4h pra resposta. Boa qualidade, mas escala saía cara: cada funcionário novo eram 2 semanas de treinamento e 30 dias até produtividade plena.
"A gente não queria demitir o time da BPO — queria parar de pagar pra tarefas que não agregam julgamento." — Letícia Aoki, CEO da Stelo
Por que WorkCron
Avaliaram cinco opções: agente custom em Python, n8n com nodes de IA, dois concorrentes diretos e a WorkCron. O critério decisivo foi o modelo de cobrança:
BYOK obrigatório. A Stelo já tinha conta na Anthropic com volume de desconto. Plataformas que revendem token cobravam até 2.4x mais caro pelo mesmo Sonnet 4.5.
Em 2026, BYOK não é diferencial — é higiene. Quem não te deixa trazer a chave está te lockando no provider deles, com markup escondido no token.
Os 4 agentes
Em vez de um chatbot genérico, montaram um time. Cada agente com cargo, senioridade inicial Junior e job description curto:
Responde em <5min. Classifica ICP, enriquece com Receita Federal, agenda na agenda do humano se for ICP.
Coleta documentos, valida em 7 sistemas externos, agenda kickoff. Escala pra humano se faltar dado.
Concilia 8.4k transações/mês, gera DRE preliminar, escreve resumo executivo no Notion.
Triagem de tickets. Resolve 78% sem humano. O resto, escala com contexto pra tier 2.
Os números
Setembro foi o mês pré-WorkCron. Janeiro foi o último mês de BPO ativa (saída em rampa). Fevereiro foi o primeiro mês 100% migrado.
| métrica | set/25 (BPO) | fev/26 (workcron) | delta |
|---|---|---|---|
| custo operacional/mês | R$ 64.000 | R$ 39.700 | −38% |
| tempo de 1ª resposta (lead) | 4h 12min | 4min 38s | −98% |
| tickets resolvidos sem humano | — | 78% | novo |
| SLA de onboarding | 72h | 14h | −81% |
| CSAT (suporte) | 4.3 / 5 | 4.5 / 5 | +0.2 |
| headcount | 12 + BPO | 12 | = |
O custo da WorkCron + tokens da Anthropic ficou em R$ 39.700/mês — e desse total, R$ 22.4k foi token (consumo direto da chave deles).
Aprendizados
1. JD curto vence JD longo
A primeira versão do prompt do Vox tinha 1800 palavras e dava resultado inconsistente. Cortaram pra 380 palavras (cargo, decide, nunca, tom) e a precisão subiu de 71% pra 89% nas primeiras 2 semanas.
2. Senioridade importa, mas só depois das 100 execuções
A evolução Junior → Pleno → Senior funciona — mas precisa de volume. Echo só virou Senior na semana 5, depois de 3.106 tickets. Antes disso, manter como Junior com humano supervisionando deu mais segurança.
3. Human-in-the-loop seletivo, não geral
Aprovação humana em tudo mata a velocidade. A Stelo configurou HITL só em 3 cenários: ticket marcado como "jurídico", onboarding com sócio PEP, e qualquer outbound acima de R$ 50k. O resto roda sozinho.
Próximos passos
Em maio, a Stelo vai contratar o quinto agente — um SDR outbound focado em prospecção fria pra carteira de bancos médios. Estimativa interna: absorver 60% do trabalho da equipe de growth atual.
Se quiser saber mais sobre como a Stelo desenhou o JD do Aurum (a parte mais delicada do projeto, por causa da regulação contábil), a gente publica um deep-dive técnico no fim de maio. Acompanhe o blog.
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